Moedas digitais da SWIFT utiliza modelo que já opera em alguns países, como Bahamas e Nigéria
O sistema de comunicação financeira SWIFT apresentou seu plano para uma rede global de moedas digitais emitidas por bancos centrais (CBDC) após um experimento de oito meses com diferentes tecnologias e moedas.
Moedas digitais da SWIFT
Além disso, a discussão, que envolveu os bancos centrais nacionais da França e da Alemanha, bancos globais como HSBC, Standard Chartered e UBS, analisou como os CBDCs poderiam ser usados internacionalmente e até convertidos em dinheiro fiduciário, se necessário, para movimentar o mercado.
Testes mais avançados em 2023
Contudo, o chefe de inovação do SWIFT, Nick Kerigan, disse que seu piloto, que será seguido por testes mais avançados em 2023, se assemelha a uma roda de bicicleta onde 14 bancos centrais e comerciais no total se conectaram em seu centro principal.
A ideia é que, uma vez escalonado, os bancos podem precisar apenas de uma conexão global principal, em vez de milhares, se fossem configurar conexões com cada contraparte individualmente.
“Acreditamos que o número de conexões necessárias é muito menor”, disse Kerigan. “Portanto, você provavelmente terá menos interrupções (na cadeia) e provavelmente alcançará maior eficiência.”
Outros países
Alguns países, como Bahamas e Nigéria, já possuem moedas digitais CBDCs em funcionamento. E a China está bem avançada com testes na vida real de um e-iuan. Enquanto isso, o Banco de Compensações Internacionais (BIS) também está realizando testes transfronteiriços.
Vantagem
A principal vantagem da SWIFT é que sua rede existente já é utilizável em mais de 200 países e conecta mais de 11.500 bancos e fundos.
Kerigan disse ainda que esse tipo de movimento poderia ocorrer em um novo sistema CBDC. Porém, duvidava que isso impediria os países de aderirem a um.
“Portanto, uma solução que seja rápida e eficiente e que tenha acesso ao maior número possível de outros países parece ser atraente.”
*Foto: Reprodução