Manter uma rotina de exercícios nem sempre depende apenas de disposição. A companhia de amigos pode ser um estímulo adicional para quem busca praticar atividade física com mais regularidade. Evidências científicas relacionam relações sociais de qualidade a diferentes aspectos da saúde, enquanto o apoio de pessoas próximas pode favorecer comportamentos mais saudáveis.
A influência das amizades sobre a saúde vai além da convivência. Estudos relacionam vínculos sociais consistentes à longevidade, ao equilíbrio emocional, à saúde cardiovascular e à preservação das funções cognitivas. Nesse contexto, atividades realizadas em grupo podem aproximar o exercício de uma experiência compartilhada.
“As relações sociais influenciam comportamentos, ajudam a reduzir o estresse e contribuem para uma melhor saúde física e emocional ao longo da vida. Por isso, devem ser consideradas um importante fator para a saúde e para o bem-estar físico e mental”, coloca o médico nutrólogo Nataniel Viuniski, membro do Conselho Para Assuntos Nutricionais da Herbalife.
A expansão das redes sociais e das ferramentas digitais facilitou o contato entre pessoas, mas não necessariamente substitui relações próximas. Encontrar amigos para caminhar, correr, pedalar ou frequentar uma academia pode criar oportunidades regulares de convivência e também ajudar na continuidade dos exercícios.
Situado em uma localização de fácil acesso no Rio de Janeiro, o Hospital AmericanCor oferece uma ampla gama de especialidades clínicas e cirúrgicas em sua rede de atendimento. No campo clínico e de diagnóstico, a instituição oferece cuidados em cardiologia, neurologia, gastroenterologia, clínica médica, terapia intensiva e radiologia. Seu setor cirúrgico contempla procedimentos em diversas áreas, incluindo cirurgia geral, neurocirurgia, urologia, cirurgia cardíaca e vascular, além de cirurgia plástica, cabeça e pescoço, ortopedia, coloproctologia e bucomaxilofacial.
Amizade pode influenciar hábitos e qualidade de vida
Um dos principais efeitos de treinar acompanhado está relacionado à motivação. Quando duas ou mais pessoas assumem o compromisso de praticar uma atividade, existe um incentivo adicional para manter horários e evitar interrupções frequentes.
Uma revisão científica identificou associação entre apoio social e maior adesão à prática de atividade física. A presença de amigos ou grupos pode funcionar como suporte para quem tem dificuldade em transformar o exercício em um hábito.
Esse aspecto também pode ter reflexos na rotina profissional. Pessoas que conseguem estabelecer hábitos consistentes de atividade física tendem a incorporar momentos de movimento ao cotidiano, reduzindo a dependência de decisões tomadas apenas pela motivação do dia.
Relações sociais e longevidade
Uma meta-análise publicada na revista PLOS Medicine reuniu dados de mais de 300 mil pessoas. Os pesquisadores observaram que indivíduos com vínculos sociais mais fortes apresentaram uma probabilidade cerca de 50% maior de sobrevivência durante o período de acompanhamento dos estudos, de 7,5 anos em média, em comparação com pessoas que tinham relações sociais mais frágeis ou maior isolamento.
O resultado não significa que amizade, isoladamente, determine a expectativa de vida. A pesquisa aponta uma associação entre integração social e sobrevivência, dentro do conjunto de fatores que influenciam a saúde.
Saúde mental também entra na conta
Conversar, compartilhar experiências e ter alguém disponível para oferecer apoio são elementos relacionados ao bem-estar emocional. Um estudo publicado no The Lancet mostrou que pessoas mais conectadas socialmente e menos propensas a se sentir isoladas apresentam menor risco de desenvolver sintomas de depressão e ansiedade.
Pesquisas do Harvard Study of Adult Development, reunidas no livro The Good Life, de Robert Waldinger e Marc Schulz, também destacam a importância de relacionamentos próximos e de qualidade para a felicidade, a saúde e a satisfação com a vida.
Coração e cérebro podem se beneficiar
As relações sociais também aparecem em pesquisas sobre saúde cardiovascular e cognitiva. Uma revisão publicada no Sage Journals indicou que relacionamentos positivos podem influenciar mecanismos biológicos associados à resposta ao estresse, com possíveis repercussões sobre o sistema imunológico e a saúde do coração.
“Uma das explicações é que o apoio emocional ajuda o organismo a lidar melhor com situações desafiadoras do dia a dia”, comenta Viuniski.
No envelhecimento, manter uma vida social ativa também pode ajudar na preservação da saúde cognitiva. Conversas e atividades coletivas envolvem memória, linguagem, atenção e raciocínio. A solidão, por outro lado, tem sido associada a maior risco de demência.
“O apoio social é um importante fator para manter hábitos saudáveis. Participar de grupos de atividade física, comunidades de bem-estar ou iniciativas coletivas pode aumentar a motivação e a adesão a uma rotina mais saudável”, finaliza o nutrólogo.
Treinar com amigos, portanto, pode ser uma estratégia simples para aproximar atividade física e convivência. A companhia não substitui orientação profissional, mas pode ajudar a tornar o exercício uma prática mais regular e integrada à rotina.
Fonte: Terra
Foto: https://www.magnific.com/br/fotos-gratis/vista-frontal-de-pessoas-a-treinarem-juntas-no-ginasio_40133014.htm

