No Brasil, cerca de 30% a 40% dos pacientes internados em UTI utilizam ventilação mecânica em algum momento da hospitalização, segundo recomendações brasileiras publicadas no Jornal Brasileiro de Pneumologia. O aumento da idade média da população, a expansão das doenças respiratórias e cardíacas e o crescimento da complexidade clínica dos pacientes têm elevado a necessidade de equipamentos mais precisos.
Nesse cenário, o Hospital AmericanCor, no Rio de Janeiro, anunciou recentemente a implementação de um novo ventilador mecânico de alta performance como parte de seu processo de atualização tecnológica.
Em nota, a instituição afirmou que o aparelho “permite ajustes mais estáveis e uma leitura mais sensível dos parâmetros respiratórios, o que auxilia na tomada de decisão clínica em tempo real”.
Evolução tecnológica e recomendações científicas
Diretrizes nacionais e internacionais reforçam a importância de ventiladores capazes de oferecer modos ventilatórios protetores, leitura rápida de variações de pressão e fluxo e monitorização contínua, medidas essas associadas à redução de lesões induzidas pela ventilação e melhora dos desfechos. Entre os pontos destacados nos estudos estão:
- a necessidade de sensores mais sensíveis, capazes de identificar o esforço inspiratório com atraso mínimo;
- modos adaptativos, que ajustam automaticamente parâmetros conforme a condição do paciente;
- redução de assincronias, que podem prolongar internações;
- suporte mais eficiente no desmame ventilatório.
Segundo o AmericanCor, o equipamento recém-adquirido reúne essas funcionalidades, oferecendo recursos que se alinham às recomendações mais recentes da área.
“O ventilador tem capacidade de responder mais rapidamente às variações respiratórias, o que reduz episódios de desconforto e melhora a condução do tratamento”, informou o hospital.
Impacto no cuidado e na rotina das equipes
Estudos mostram que assincronias entre paciente e ventilador podem aumentar o tempo de sedação, dificultar o desmame e prolongar a permanência na UTI. Assim, o uso de aparelhos mais responsivos tende a influenciar não apenas a segurança do paciente, mas também a organização do fluxo assistencial.
De acordo com o AmericanCor, a adoção do ventilador deve contribuir para maior precisão na monitorização e para intervenções mais rápidas.
Treinamento e adaptação da equipe
A instituição também informou que está realizando capacitações internas para médicos, enfermeiros e fisioterapeutas, com foco nos novos modos ventilatórios e nas interpretações de parâmetros avançados.
“A atualização de equipamentos exige atualização de protocolos. A equipe precisa estar totalmente familiarizada com os recursos para que o potencial clínico seja plenamente alcançado”, informou o hospital em nota.
Sobre o AmericanCor

O Hospital AmericanCor, localizado em uma área de fácil acesso no Rio de Janeiro, reúne diversas especialidades clínicas e cirúrgicas em sua estrutura assistencial. A instituição atua em cardiologia, neurologia, gastroenterologia, clínica médica, terapia intensiva e radiologia, além de realizar procedimentos cirúrgicos em áreas como cirurgia geral, neurocirurgia, urologia, cirurgia cardíaca, vascular, plástica, cabeça e pescoço, ortopedia, coloproctologia e bucomaxilofacial.
A unidade mantém práticas de cuidado integradas à rotina do CTI, priorizando a participação da família no processo de internação e disponibilizando suporte psicológico aos pacientes e acompanhantes. Na etapa de recuperação pós-terapia intensiva, o hospital adota um sistema diário de coleta de feedbacks, utilizado para avaliar a experiência assistencial e orientar ajustes operacionais contínuos.
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